Autora: Tatiana Elizabeth Lara San Luis

DOI: https://doi.org/10.25058/1794600X.2607

This article presents an ethnographic study based on the testimony of a deported man at Mexico’s northern border, with the aim of analyzing the processes of depersonalization that come with deportation beyond the legal act of forced return. Drawing on a qualitative approach with an ethnographic perspective, and putting into dialogue critical theory, a legal analysis, and empirical experience, the article examines how the border operates as a device regulating migrant people’s movement, time, and acknowledgement. This work brings the notions of personhood and human dignity to demonstrate that vulnerability is not an individual condition, but rather a structural effect of punitive migration policies and regimes of prolonged waiting. As an analytical contribution, the notion of intemperie (out in the open) is introduced to name the condition of social, legal, and emotional abandonment experienced by deported men in contexts of brief mobility, micro-transits, and ephemeral stays in border cities such as Mexicali. From an intersectional perspective, the article shows how deportation affects economic, family, and subjective dimensions, reconfiguring manhood and producing emotions such as shame, guilt, and moral exhaustion. Finally, it is argued that ethnography, far from operating as an extractivist practice, can be viewed as an ethical and political exercise intended to shed critical light on suffering and the defense of human dignity, regardless of national origin or migration status.

Este artículo presenta una etnografía basada en el testimonio de un varón deportado en la frontera norte de México, con el objetivo de analizar los procesos de despersonalización que acompañan la deportación más allá del acto jurídico del retorno forzado. A partir de un enfoque cualitativo con perspectiva etnográfica, y mediante un diálogo entre teoría crítica, análisis jurídico y experiencia empírica, se examina cómo la frontera opera como un dispositivo que administra el movimiento, el tiempo y el reconocimiento de las personas migrantes.

El trabajo recupera las nociones de persona y dignidad humana para sostener que la vulnerabilidad no constituye una condición individual, sino un efecto estructural derivado de políticas migratorias punitivas y de regímenes de espera prolongada. Como aporte analítico, se introduce el concepto de intemperie para nombrar la condición de desamparo social, jurídico y emocional que experimentan los hombres deportados en contextos de movilidad breve, microtránsitos y estancias efímeras en ciudades fronterizas como Mexicali.

Desde una perspectiva interseccional, el artículo muestra cómo la deportación impacta dimensiones económicas, familiares y subjetivas, reconfigurando la masculinidad y produciendo afectos como la vergüenza, la culpa y el desgaste moral. Finalmente, se argumenta que la etnografía, lejos de constituir una práctica extractivista, puede entenderse como un ejercicio ético y político orientado a la visibilización crítica del sufrimiento y a la defensa de la dignidad humana, con independencia del origen nacional o de la situación migratoria.

Este artigo apresenta uma etnografia baseada no testemunho de um homem deportado na fronteira norte do México, com o objetivo de analisar os processos de despersonalização que acompanham a deportação para além do ato jurídico do retorno forçado. A partir de uma abordagem qualitativa com perspectiva etnográfica e por meio de um diálogo entre teoria crítica, análise jurídica e experiência empírica, examina-se como a fronteira opera como um dispositivo que administra a mobilidade, o tempo e o reconhecimento das pessoas migrantes.

O trabalho recupera as noções de pessoa e dignidade humana para sustentar que a vulnerabilidade não constitui uma condição individual, mas sim um efeito estrutural decorrente de políticas migratórias punitivas e de regimes de espera prolongada. Como contribuição analítica, introduz-se o conceito de intempérie para designar a condição de desamparo social, jurídico e emocional vivenciada por homens deportados em contextos de mobilidade breve, microtrânsitos e permanências efêmeras em cidades fronteiriças como Mexicali.

Sob uma perspectiva interseccional, o artigo demonstra como a deportação afeta dimensões econômicas, familiares e subjetivas, reconfigurando a masculinidade e produzindo sentimentos como vergonha, culpa e desgaste moral. Por fim, argumenta-se que a etnografia, longe de constituir uma prática extrativista, pode ser compreendida como um exercício ético e político voltado à visibilização crítica do sofrimento e à defesa da dignidade humana, independentemente da origem nacional ou da situação migratória.

Keywords: deportation, international borders, human dignity, human rights, intersectionality, structural violence.

Palabras claves: Deportación; fronteras internacionales; dignidad humana; derechos humanos; interseccionalidad; violencia estructural.

Palavras-chave:Deportação, fronteiras internacionais, dignidade humana, direitos humanos, interseccionalidade, violência estrutural.

Para citar este artículo:

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